sábado, 20 de março de 2010

Eu? Ou eu?

Todos dizem que sou louco. Mas eu não acho. Ah, mas eu acho!
Eu nunca fui de acreditar nas pessoas. Elas mentem a todo momento. E falam verdades também. Sabe por que dizem que sou louco? Porque não entendem o que eu digo. Ora, se não entendem, os loucos são eles. Ou eu.
Minha mãe nunca acreditou nessa história de loucura. Ou acreditou? Para ela, o meu problema era outro: dupla personalidade. Mas isso seria possível? Eu nunca acreditei. Pois eu acredito!
Disseram-me que, independentemente de qual fosse o meu problema, eu deveria procurar um médico. Psiquiatra. Eu sou louco? Eu sou! Para que ninguém continuasse falando, fui.
Acreditem: chegando lá, eu até gostei do lugar. Eu não! Tinha até uma cama! Não era cama, era um divã, seu burro!
O doutor chegou. Chamava-se Lucivaldo. Que nome estranho. Eu gostei! Conversa vai, conversa vem. A pergunta derradeira: Você acha que está louco? Sim, doutor, eu estou louco. Mas quem é esse que diz eu estou louco? Sou eu? Ou eu? Ou o senhor? Ele fez uma cara de confuso, chamou uma moça de branco – uma enfermeira, ignorante! – assinou um papel e acompanhou-me até esse quarto. Aqui, ninguém me chama de louco. Por que nunca me apresentaram esse lugar maravilhoso? Porque aqui é um hospício. Ninguém te chama de louco, porque todos o são também. É, depois eu que sou louco.


Texto baseado no microconto “Quem”, de Sérgio Sant’Anna

domingo, 7 de março de 2010

Comemorações - 2.1

Ao contrário de muitos, eu sempre adorei o dia do meu aniversário. Quando criança, a diversão era ganhar os presentes, ou seja, eu gostava, mesmo, do dia da festa. Hoje em dia, eu gosto do dia 05 mesmo. Acima de tudo, é ótimo lembrar que Deus me deu a oportunidade de viver mais um ano. Além disso, o carinho que as pessoas transmitem para você é maravilhoso.
Esse ano, teve uma junção: a Cristina, minha amiga, que faz aniversário um dia depois que eu. Dá para imaginar que comemorar junto nem passou pela nossa cabeça, não é mesmo?
Posso dizer que, esse, foi um dos melhores aniversários que eu já tive. Além de todas as comemorações, presentes, felicitações, teve o nascimento do Gustavo, no dia 04, e a uma notícia maravilhosa, logo no comecinho do dia 05. Ou seja, a felicidade foi, no mínimo, 2 vezes maior do que o comum.
Com a chegada do Gu, chegaram as comemorações. Na sexta, rolou uma sessão básica de Bones aqui em casa com a minha amiga querida, Ci. A noite - ou melhor, madrugada - uma baladinha para comemorar com a Cris. Ontem, bolinho aqui em casa. E hoje, para finalizar, um bolinho surpresa, após a missa, organizado pela maninha! Posso pedir mais?
Esse ano eu realmente consegui o que eu sempre quis: passar, mesmo que por pouco tempo, o meu aniversário com todas as pessoas que eu amo(ou quase todas....). Juntando todas as comemorações, vi todo mundo. Foi ótimo!
Eu só tenho a agradecer a Deus e a todos os meus amigos por esses momentos maravilhosos!!!