Pular para o conteúdo principal

Voltei!

Depois de muito tempo(muitooo mesmo), eu resolvi voltar.
Senti saudade de escrever, de ter, mesmo que virtual e imaginavelmente, alguém para me ouvir - ou, no caso, ler.
Falando em ler, vamos recomeçar este quase morto blog pelo meu maior prazer vivo: Livros!
E para acompanhar o momento, vida-morte, aqui estão os meus livros de cabeceira(leia-se, aqueles que me aguardam para o final do ano - pós TCC - , ou, quem sabe, num tom mais otimista, para as férias. Ou então, para a sugestão de algum blogueiro que eu não conheço, mas que li, para as férias de "Bones" que logo logo chegará):

Pérolas Absolutas - Heloisa Seixas

O meu "amor" por Heloisa pode ser definido por uma simples frase: Ela é meu tema de TCC. Ou seja, eu tenho mesmo que gostar do que ela escreve, afinal, conviver um ano, no mínimo, com um escritor e com sua obra, é um relacionamento amoroso intenso.
Mas não, este não é o livro que trabalharei, mas, um dos temas apresentado nestes é o mesmo: o duplo.
"Pérolas Absolutas" é um livro que prova o que está escrito na própria "orelha" do livro: Não se le Heloisa Seixas impunimente. Este, felizmente -ou infelizmente, depende do ponto de vista - eu consegui começar a ler. Na verdade, faltam pouquissimas páginas - no máximo 30 - para terminar, mas o tempo anda curto até para 10 páginas, quanto mais 30.
De qualquer maneira, a forma como ela trabalha a polifonia,
a ruptura temporal e a questão do duplo é incrível! Em alguns momentos é até normal que o leitor se perca, principalmente pela "confusão" de vozes e pelas referências a outras obras e/ou personagens, seja ficcionais ou históricos. Por sinal, estes últimos normalmente referem-se a personagens bilbicos, algo interessante para se refletir, principalmente pela maneira como eles aparecem na obra.
Enfim, essa leitura - como qualquer outra da autora - vale muito a pena! Taí a minha dica.



Dejá Dead - Kathy Reichs

O meu segundo livro "em aguardo" - dentre dezenas de outros - é este romance policial americano. Confesso que nunca fui fã de romances policiais, mas, ultimamente, tanto livros quanto filmes e séries referentes a esse assunto, têm me agradado bastante. Bom parte disso deve-se ao meu mais novo vício: "Bones". Para os que me conhecem e convivem comigo, com certeza esse nome não é novo(falei, é um vício). De qualquer maneira, para quem não conhece, "Bones" é uma série americana protagonizada pela Dr. Temperance Brennan(Emily Deschanel) e pelo Agente Especial Seeley Booth(David Boreanaz) que trabalham juntos, em favor do FBI.
Não vou me estender falando da série - até porque, eu duvido que não volte a falar dela algum dia. Quem sabe, ao inves de livros de cabeceira, eu não faça um post sobre minhas "séries de cabeceira"?
Mas e ai, o que a série tem a ver com o livro?
Bom, primeiramente, uma das produtoras da série é Kathy Reichs, a autora deste livro, que, assim com a Dr. Brennan, foi uma antropóloga forense durante praticamente toda a sua vida. Desta experiencia surgiu a série de livros da qual "Dejá Dead" faz parte. Uma série que tem como personagem principal a Dr. Temperance Brennan, uma antropóloga forense que trabalha com a polícia local, mas que é bem diferente da Dr. Brennan televisiva. Mas o interessante dessa história toda é que a personagem da TV também é escritora e seus livros são protagonizados por uma personagem chamada Kathy Reichs. Divertido, hein?
Este eu não consegui começar a ler, mas li ótimas críticas sobre a autora e sobre ele - que é o romance de estréia de Kathy - e que chegou a ganhar alguns prêmios na época de seu lançamento. Até hoje, ela é uma das escritoras mais bem sucedidas dos EUA.
Quando eu, finalmente, conseguir ler, eu prometo que volto para contar, ok?
Até!

Comentários

Bardo disse…
Uma dica: caso seu TCC comece a criar tentáculos e tentar te engolir, use esse o feitiço abaixo, que o Lovecraft tirou do Necronomicon:

"N'GAI, N'GHAA' GHAA BUGG-SHOGGOTH, Y'HAH! YOG-SOTHOTH! N'GAI! Y'HAH, N'GAA' GHAA!"

Isso é suficiente pra banir um Shoggoth, então deve banir o TCC XD
Vou tentar no meu!

Ps: Não me responsabilizo pela perda de sanidade, se bem que encarar o TCC é praticamente encarar um Old One!!

Nota pra quem não entendeu nada: Procure no google Lovecraft e seja feliz =]

Postagens mais visitadas deste blog

O segundo semestre de 2016 foi, provavelmente, o tempo mais desafiador da minha vida. Foi o início do meu processo de mudança, e também a época das minhas crises mais fortes. Em poucos meses, perdi as contas de quantas vezes acordei em meio a um ataque de pânico. Mas foi também o momento em que resolvi que aquilo não era normal e que estava cansada de viver presa a tudo aquilo; era hora de mudar, nisso também. A partir de então, fui buscando saídas, técnicas, possibilidades de mudança, de melhora. A vida foi me ajudando e me apontando caminhos; hoje, muitos deles são os que me salvam nos momentos de sofrimento. O que faço? 1. Terapia - não foi a primeira técnica que tentei, mas é o topo da lista porque hoje sei que não posso viver sem. É meu maior investimento em mim mesma e na minha saúde. Desde a adolescência falava de ir para a terapia, mas cresci em uma família que acredita(va) que doenças psicológicas eram bobagem ou frescura; além disso, sempre tive dificuldade em falar dos m...

Convivendo com a ansiedade generalizada - um relato

Quando você procura por "Ansiedade generalizada" ou "Crise de ansiedade" no Google, você se depara com textos falando dos sintomas dessa doença, com sugestões de tratamento, com descrições médicas e tantas outras coisas do gênero. Mas o que você não encontra são os medos, as dores, os pensamentos, os sofrimentos; você não encontra a luta eterna, diária, a luta para sair da cama, para viver mais um dia ao invés de sobreviver a mais um dia. E ai você pensa: será que sou só eu assim? Cada vez que tenho coragem de falar em um grupo aquilo que sinto, aquilo que penso, as vezes em que fiquei travada em um lugar por medo de ir a diante, as crises de pânico, os pensamentos de morte, o sofrimento por decepcionar o outro, o medo do futuro...cada vez que eu tenho coragem de dizer as outras pessoas aquilo que passo, percebo que não, não estou sozinha. Escrever esse texto que para muitos parecerá bobagem é, para mim, uma técnica de salvação. Colocar para fora é meu alívio, e p...

Amar um amigo é amá-lo como a si mesmo

Eu sigo a Canção Nova pelo twitter,mas confesso que são raras as vezes que visito o blog deles. Mas este post me chamou a atenção pelo nome, o mesmo que intitula esse post. No primeiro momento, eu gostei pelo fato dele ser muito bonito, bem escrito e ter feito uma relação que, por mais que, como católica, eu possivelmente tenha feito inconscientemente, conscientemente eu nunca havia parado para pensar. Já quando o li pela segunda vez, depois de alguns acontecimentos ao longo do dia, meu olhar se voltou para detalhes profundos, os quais me fizeram refletir. Alguns desses trechos eu colocarei a seguir, mas recomendo a leitura do mesmo por inteiro. " Quando eu amo alguém como a mim mesmo, entendo que ele é outra pessoa e não fico tentando modelá-lo conforme a minha vontade. Percebo que ele soma na minha vida justamente porque é diferente, sendo assim, fazê-lo parecido comigo é perder tudo o que as diferenças acrescentariam na vida um do outro." Eu amo meus amigos pelo que eles s...