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São 11h30 da manhã de uma quinta-feira linda. Dia de folga. Um sol maravilhoso bate na janela, trazendo para a cidade um céu azul limpinho, como há dias não víamos. Todos os sinais para comporem um dia perfeito.
São 11h30 da manhã. Não faz nem uma hora que acordei, e já quis desistir. Na verdade, essas palavras saem para que eu não desista. Nesse instante, tudo o que eu queria era poder voltar para a cama, me esconder embaixo das cobertas e torcer, de verdade, para me transformar na Dorothy e um tornado me levar para bem longe, onde tudo seja diferente, onde eu seja diferente.
Não são tantos anos assim de vida, mas aprendi que precisamos evoluir. Precisamos ser melhores, precisamos. Por nós e pelo que nos cercam. Mas como diria Zooey Deschanel, "Change is hard, I should know".
São 11h30 da manhã de um dia lindo, iluminado, quente. E eu aqui, fria, sombria, perdida na minha Escuridão. Querendo achar o sol que eu preciso seguir. Mas cada dia que eu levanto e corro atrás desse sol, ele fica mais distante, mais longe, mais impossível de ser alcançado.
Acordei há menos de uma hora. Por alguns segundos, pensei ser uma pessoa melhor. Pensei que tinha acordado menos egoísta, mas amorosa, mais sincera, mais amiga, mais compreensível. Por alguns segundos, e só. E alguns segundos e depois o mundo desabou. Um mundo inteiro pesou nas minhas costas e eu nem sei da onde ele veio. Eu só sei que ele está aqui e pesa pra caramba.
Às vezes, eu só queria ser como todos. Eu queria saber olhar para mim e esquecer os outros. Queria saber cuidar do que eu quero, do que eu sinto,antes de cuidar dos outros.
Se alguém descobrir a forma para se transformar na Dorothy, ou um lugar onde venda a capa da invisibilidade do Harry Potter, me avisa? Talvez, assim, eu consiga seguir em frente.

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