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Haicai

Casa vazia
Verdes folhas na janela
Minha espera

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O segundo semestre de 2016 foi, provavelmente, o tempo mais desafiador da minha vida. Foi o início do meu processo de mudança, e também a época das minhas crises mais fortes. Em poucos meses, perdi as contas de quantas vezes acordei em meio a um ataque de pânico. Mas foi também o momento em que resolvi que aquilo não era normal e que estava cansada de viver presa a tudo aquilo; era hora de mudar, nisso também. A partir de então, fui buscando saídas, técnicas, possibilidades de mudança, de melhora. A vida foi me ajudando e me apontando caminhos; hoje, muitos deles são os que me salvam nos momentos de sofrimento. O que faço? 1. Terapia - não foi a primeira técnica que tentei, mas é o topo da lista porque hoje sei que não posso viver sem. É meu maior investimento em mim mesma e na minha saúde. Desde a adolescência falava de ir para a terapia, mas cresci em uma família que acredita(va) que doenças psicológicas eram bobagem ou frescura; além disso, sempre tive dificuldade em falar dos m...

Amigas!

Depois de tempos sem postar, mais uma vez, um post sobre amizade no blog da minha amiga Normanda me incentivou a voltar. Amiga, obrigada! Lá, ela escreveu sobre uma amiga, a qual a atura e com quem se encontrou hoje. Lendo o que ela escreveu, eu lembrei, detalhadamente, de minhas amigas, das antigas e das novas, das distantes e das próximas, das que eu vejo ou falo quase todos os dias e das quais eu morro de saudades. Todas elas, com certeza, são extremamente importantes para mim, só pelo simples fato de existirem. Algumas, eu sei que posso contar para tudo, e contar sobre tudo. Algumas, são as minhas salvadoras intelectuais, outras, de animo. Algumas eu falo sobre coisas boas e outras sobre coisas ruins. E há aquelas que eu falo de tudo. Em quesito de amizade, esse ano foi um ano extremamente importante. Ganhei meus 3 lindos presentes - Cris, Thais e Amanda; renovei laços de amizade, como com a Ci e a Gisa; percebi, com a Nath, que a distância realmente não mata a amizade e a importa...

Meus trigêmeos!

Apresento-lhes meus trigêmeos - ou pelo menos dois deles, pois um foi separado dos irmãos quase que logo após o nascimento. Eles passaram poucas horas juntos: tiveram que fazer uma cirugia de emergencia e, logo após, foram separados, feliz ou infelizmente. Acho que esses são os únicos filhos que eu senti uma felicidade enorme ao entregá-los para adoção. O sentimento de alívio e leveza é enorme e indiscritível. Para quem ainda não entendeu o trocadilho, não, eu não tive três filhos. Ou quase. Esse é o meu TCC, impresso e encadernado, prontinho para ser entregue. Na verdade, já foi. Ontem. Ainda bem. Os que acompanharam esse processo - ou pelo menos parte dele, normalmente, a pior, a fase final - sabem o quão dificil foi. Minhas crises, meus estresses. Minhas falas repentinas e repedidas a respeito do duplo, da Heloisa e de outras coisas assim. Das minhas "brigas" com a minha orientadora. Meus debates sem pé nem cabeça. Mas,também, presenciaram os momentos de alegria. As descob...