quinta-feira, 25 de agosto de 2016

São 11h30 da manhã de uma quinta-feira linda. Dia de folga. Um sol maravilhoso bate na janela, trazendo para a cidade um céu azul limpinho, como há dias não víamos. Todos os sinais para comporem um dia perfeito.
São 11h30 da manhã. Não faz nem uma hora que acordei, e já quis desistir. Na verdade, essas palavras saem para que eu não desista. Nesse instante, tudo o que eu queria era poder voltar para a cama, me esconder embaixo das cobertas e torcer, de verdade, para me transformar na Dorothy e um tornado me levar para bem longe, onde tudo seja diferente, onde eu seja diferente.
Não são tantos anos assim de vida, mas aprendi que precisamos evoluir. Precisamos ser melhores, precisamos. Por nós e pelo que nos cercam. Mas como diria Zooey Deschanel, "Change is hard, I should know".
São 11h30 da manhã de um dia lindo, iluminado, quente. E eu aqui, fria, sombria, perdida na minha Escuridão. Querendo achar o sol que eu preciso seguir. Mas cada dia que eu levanto e corro atrás desse sol, ele fica mais distante, mais longe, mais impossível de ser alcançado.
Acordei há menos de uma hora. Por alguns segundos, pensei ser uma pessoa melhor. Pensei que tinha acordado menos egoísta, mas amorosa, mais sincera, mais amiga, mais compreensível. Por alguns segundos, e só. E alguns segundos e depois o mundo desabou. Um mundo inteiro pesou nas minhas costas e eu nem sei da onde ele veio. Eu só sei que ele está aqui e pesa pra caramba.
Às vezes, eu só queria ser como todos. Eu queria saber olhar para mim e esquecer os outros. Queria saber cuidar do que eu quero, do que eu sinto,antes de cuidar dos outros.
Se alguém descobrir a forma para se transformar na Dorothy, ou um lugar onde venda a capa da invisibilidade do Harry Potter, me avisa? Talvez, assim, eu consiga seguir em frente.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015




Querem o carinho que recebo? Deem o carinho que sou.
Querem o dinheiro que tenho? Trabalhem como trabalho.
Querem a inteligência que tenho? Estudem como estudei.
Querem o espírito que tenho? Rezem e procurem evoluir como eu.
Querem os sorrisos que tenho? Chorem minhas lágrimas.
Querem as amigas que tenho? Sejam amiga como sou.
Querem o talento que tenho? Olhem para dentro e encontrem o seu. 

Não há modo de plantar uma macieira e plantar laranjas. A macieira para sempre dará maçãs. Queres laranjas? Plante uma laranjeira. Queres um mundo como o meu? Plante-o, regue-o e, ao final, colherás algo seu, da mesma maneira que construiu ao longo do caminho.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Luiza



Cabelos de ouro. Olhos de esmeralda. Voz de sereia. Valiosa, rara, encantadora. Tem na voz a alma e na entrega o coração. 
Fascina. Emociona. Cativa.
    Desperta o amor mais puro, mais verdadeiro: aquele que é inexplicável. Ama-se pelo simples fato de amar. E esse amor liberta da alma os sentimentos mais belos e a mais profunda vontade de ser melhor.
     Sorri. Brilha. Tem a Luz mais forte, porque nela une-se todas as outras que por ela foram atraídas e Ilumina todo o seu redor. Volta-se para o outro e, por isso, todos os outros voltam-se para ela.
     Seus braços acolhem olhares marejados ou sorrisos escancarados. Acalentam corações gratos. Moldam abraços únicos. Fortes. Reconfortantes. Calmantes. Sustentadores. 
     Compartilha cada centelha de sua alma e, assim, faz com que todas as outras ao seu redor brilhem, alegrem-se.
     Gratidão. Fé. Paz. Esperança. União...Amor.



quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Haicai

Casa vazia
Verdes folhas na janela
Minha espera

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Solidão

     Lá fora, o Sol brilha em meus olhos; minha boca sorri para quem passa e produz palavras felizes. Aqui dentro, na minha Escuridão, as lágrimas são minha única expressão e a dor que aperta o peito, minha única companhia.
     Sinto-me só, em meio à multidão. Minha dor é única. Minha. Inexplicável, impossível de ser dividida. A dor que dói mais fundo, porque no fundo, dói pelo que sou. A dor da mudança. Da busca. Da tentativa inesgotável de encontrar o meu eu.


A Solidão é escura. Doída. Intransponível.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Luiza



Cabelos de ouro. Olhos de esmeralda. Voz de sereia. Valiosa, rara, encantadora. Tem na voz a alma e na entrega o coração. 
Fascina. Emociona. Cativa.
    Desperta o amor mais puro, mais verdadeiro: aquele que é inexplicável. Ama-se pelo simples fato de amar. E esse amor liberta da alma os sentimentos mais belos e a mais profunda vontade de ser melhor.
     Sorri. Brilha. Tem a Luz mais forte, porque nela une-se a todas as outras que por ela foram atraídas e Ilumina todo o seu redor. Volta-se para o outro e, por isso, todos os outros voltam-se para ela.
     Seus braços acolhem olhares marejados ou sorrisos escancarados. Acalentam corações gratos. Moldam abraços únicos. Fortes. Reconfortantes. Calmantes. Sustentadores. 
     Compartilha cada centelha de sua alma e, assim, faz com que todas as outras ao seu redor brilhem, alegrem-se.
     Gratidão. Fé. Paz. Esperança. União...Amor.



"Eu voltei, agora pra ficar, porque aqui, aqui é meu lugar.
Eu voltei, oras coisas que eu deixei...eu voltei"