Pular para o conteúdo principal

Constatações

Sabe aquela idéia de que as pessoas sempre estão mais preocupadas com a vida dos outros do que com a própria e que sempre olham mais o defeito do que está ao lado, do que o próprio? Pois é. Eu já acreditava nisso, mas sentir na pele é bem pior.
Engraçado como, quando as pessoas não te entendem ,elas ficam, de toda maneira querendo te mudar, te ver coisas que não existem, mudar sua opinião e apontar defeitos os quais somente seus opostos existem.
Com essas pessoas, é impossível tentar um diálogo sincero, no qual pontos positivos e negativos são apresentados. Quando só um lado é mencionado, a balança nunca fica equilibrado e nada é totalmente verdade.
Agora, por outro lado, quando a conversa é com alguém que, mesmo não entendendo, te ouve, te apoia e , pelo menos tenta te apoiar, a coisa muda de figura.
São com essas pessoas que você consegue ser totalmente verdadeira. Com elas você acaba sempre discutindo, mas a discussão sempre acaba bem. Os animos se alteram, mas quando voltam ao normal, vocês se entenderam, e, possivelmente, se a discussão for a respeito de algo dentro da relação - seja ela qual for - essa estará mais forte.
Eu já havia constatado isso uma vez - ou várias, mas sempre com uma única pessoa. Mas agora constato que isso é real.
O meu pedido para o papai noel é que essas primeiras pessoas nunca vençam as segundas. Que as verdadeiras amizades superem os obstáculos, sejam eles quais forem. Que os amigos se aceitem, mesmo que não concordem com a atitude do outro. Que apoiem ,que mostrem os erros, mas também os acertos. Que fiquem felizes pelas conquistas, pelas felicidades.


PS:Esse post é quase um desabafo e muitos nem entenderão. Mas, em alguns momentos, mesmo não sendo uma escritora, as palavras pedem para serem escritas!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O segundo semestre de 2016 foi, provavelmente, o tempo mais desafiador da minha vida. Foi o início do meu processo de mudança, e também a época das minhas crises mais fortes. Em poucos meses, perdi as contas de quantas vezes acordei em meio a um ataque de pânico. Mas foi também o momento em que resolvi que aquilo não era normal e que estava cansada de viver presa a tudo aquilo; era hora de mudar, nisso também. A partir de então, fui buscando saídas, técnicas, possibilidades de mudança, de melhora. A vida foi me ajudando e me apontando caminhos; hoje, muitos deles são os que me salvam nos momentos de sofrimento. O que faço? 1. Terapia - não foi a primeira técnica que tentei, mas é o topo da lista porque hoje sei que não posso viver sem. É meu maior investimento em mim mesma e na minha saúde. Desde a adolescência falava de ir para a terapia, mas cresci em uma família que acredita(va) que doenças psicológicas eram bobagem ou frescura; além disso, sempre tive dificuldade em falar dos m...
You going to ask me about God and the Devil? Yes. You're going to ask me how God can place such a burden on good people? No. I'm going to ask you how you still belive in a kind God after a case like this. Was my faith shaken? Yeah. Mhmm.It is. It is? Yeah.I'll go home tonight and I'll lie in bed and I'll toss and I'll turn and I'll beat myself up. And, uh, I'll question everything. Will you get your faith back? Always have in the past. So you have faith that you will retain your faith? Why? Because, Bones, the sun will come up and tomorrow's a new day. I know that feeling. Really? Mm-hmm. You know what it feels like to get your faith back? When I see effects and I'm unable to discern the cause, my faith in reason and consequences is shaken. Then what happens? Two plus two equals four. I put sugar in my coffee and it tastes sweet. The sun comes up because the world turns. These things are be...

"Eh, Pagu, eh!"

“Quero ir bem alto, bem alto...numa sensação de saborosa superioridade...é que do outro lado do mundo tem uma coisa que eu quero espiar” – Patricia Galvão Não sei exatamente há quanto tempo me interesso pela figura de Patricia Galvão - ou, como é mais conhecida, Pagu. Não existe uma data marcada para que eu possa dizer: foi nesse dia em que a descobri. Não. Na verdade, hoje, vejo isso quase como algo intrínseco. Não lembro quando comecei a alimentar o desejo de descobrir mais, estudar, ler, conhecer, tentar entender o que se passava na cabeça dessa mulher. Lembro-me de uma única coisa: lá, nesse começo remoto, a única coisa que sabia era que ela havia sido uma militante política e que sofrera por toda a sua vida. Tão pouco perto do – ainda pouco – que sei hoje. Tanto para uma adolescente que só conhecia um mundinho cor-de-rosa, sem sofrimentos, sem dor, sem luta. Ao certo, a minha primeira lembrança imagética dessa figura faz parte de uma de minhas mais antigas lembranças ...