Pular para o conteúdo principal

Vida

É engraçado como, quanto mais pensamos que as coisas são distantes e não ocorrem perto de nós, mais a vida vem, dá um tapa na sua cara e diz: Olha, eu posso mudar tudo. Está vendo, não é como você pensa!
Engraçado como você imagina qual seria a sua reação diante de algo e, mesmo tendo "certeza" do que faria frente aquilo, não se pode ter certeza até defrontar-se com a situação.
Engraçado como quando você acredita que já ouviu de tudo, alguém vem e te conta algo completamente diferente de qualquer outra coisa.
Engraçado como você julga as histórias, mesmo que inconscientemente, antes de ouvi-las e conviver com os personagens principais dessas histórias reais.
Engraçado como você assiste ou lê uma história super dramática, cheia de idas e vindas, tragédias e tristezas, e acha que aquilo é distante, é somente ficção, e fica completamente sem reação quando percebe que não é bem assim, que aquilo, sim, pode ser uma história verdadeira, extremamente real, e que pode estar acontecendo bem ao seu lado, sem você saber, até o dia em que chega-se ao momento derradeiro, ao estopim de tudo.
Engraçado como, num momento, você acredita que os seus problemas são os maiores do mundo, que nada supera-os, e, no momento seguinte, você sente que são tão pequenos, que chegam até a ser insignificantes.
É, nada disso é engraçado. Mas, se tive uma certeza hoje foi a que tudo o que eu disse anteriormente é verdade e, nesse momento, está tudo dentro de mim, como um furacão que passou e remexeu com tudo, bagunçou de uma maneira estranha tudo o que eu sentia, pensava e tinha certeza. E tudo que eu não sentia, não pensava e não tinha certeza também.

Comentários

Anônimo disse…
Mas é esse o barato da vida mesmo. A gente não aprende nunca, quando acha que aprendeu, leva um tapa na cara. E cresce e continua e passa e roda e faz e erra e faz de novo. Ainda bem, não é? Triste é a pedra. Beijo.

Postagens mais visitadas deste blog

O segundo semestre de 2016 foi, provavelmente, o tempo mais desafiador da minha vida. Foi o início do meu processo de mudança, e também a época das minhas crises mais fortes. Em poucos meses, perdi as contas de quantas vezes acordei em meio a um ataque de pânico. Mas foi também o momento em que resolvi que aquilo não era normal e que estava cansada de viver presa a tudo aquilo; era hora de mudar, nisso também. A partir de então, fui buscando saídas, técnicas, possibilidades de mudança, de melhora. A vida foi me ajudando e me apontando caminhos; hoje, muitos deles são os que me salvam nos momentos de sofrimento. O que faço? 1. Terapia - não foi a primeira técnica que tentei, mas é o topo da lista porque hoje sei que não posso viver sem. É meu maior investimento em mim mesma e na minha saúde. Desde a adolescência falava de ir para a terapia, mas cresci em uma família que acredita(va) que doenças psicológicas eram bobagem ou frescura; além disso, sempre tive dificuldade em falar dos m...
You going to ask me about God and the Devil? Yes. You're going to ask me how God can place such a burden on good people? No. I'm going to ask you how you still belive in a kind God after a case like this. Was my faith shaken? Yeah. Mhmm.It is. It is? Yeah.I'll go home tonight and I'll lie in bed and I'll toss and I'll turn and I'll beat myself up. And, uh, I'll question everything. Will you get your faith back? Always have in the past. So you have faith that you will retain your faith? Why? Because, Bones, the sun will come up and tomorrow's a new day. I know that feeling. Really? Mm-hmm. You know what it feels like to get your faith back? When I see effects and I'm unable to discern the cause, my faith in reason and consequences is shaken. Then what happens? Two plus two equals four. I put sugar in my coffee and it tastes sweet. The sun comes up because the world turns. These things are be...

"Eh, Pagu, eh!"

“Quero ir bem alto, bem alto...numa sensação de saborosa superioridade...é que do outro lado do mundo tem uma coisa que eu quero espiar” – Patricia Galvão Não sei exatamente há quanto tempo me interesso pela figura de Patricia Galvão - ou, como é mais conhecida, Pagu. Não existe uma data marcada para que eu possa dizer: foi nesse dia em que a descobri. Não. Na verdade, hoje, vejo isso quase como algo intrínseco. Não lembro quando comecei a alimentar o desejo de descobrir mais, estudar, ler, conhecer, tentar entender o que se passava na cabeça dessa mulher. Lembro-me de uma única coisa: lá, nesse começo remoto, a única coisa que sabia era que ela havia sido uma militante política e que sofrera por toda a sua vida. Tão pouco perto do – ainda pouco – que sei hoje. Tanto para uma adolescente que só conhecia um mundinho cor-de-rosa, sem sofrimentos, sem dor, sem luta. Ao certo, a minha primeira lembrança imagética dessa figura faz parte de uma de minhas mais antigas lembranças ...